Contos de Taverna – O Cavalo Azul

Agustín Lazo “Los Remédios” 1930.

Agustín Lazo “Los Remédios” 1930.

Obs: Esta é uma estória infantil daquelas que se cria para fazer alguém dormir, foge um pouco dos assuntos que abordo, mas achei que seria interessante postar

Era uma vez, um príncipe  que tinha como inimigo, um poderoso feiticeiro. Durante uma batalha, ele derrubou o pavoroso homem, mas, sua honra o impediu de dar fim ao vilão, ele seria julgado por seus crimes, mas antes de ser preso, ele reuniu todo seu poder das trevas e lançou sua ultima maldição:

Que este castelo jamais seja visto por qualquer pessoa na Terra e todos que aqui vivem no luxo se tornem cavalos da cor azul, assim como o sangue que afirmam correr nas veias dos deuses antigos! Jamais poderão andar entre os homens e viverão como os animais que os servem!

O mago desapareceu em uma nuvem de enxofre consumido pelo poder de seu derradeiro feitiço.
O castelo foi transportado para uma imensa nuvem e todos seus habitantes se tornaram cavalos.

Algumas vezes, essa nuvem passava bem próxima a uma montanha muito alta, diziam ser a maior montanha do planeta, e o príncipe que vivia muito triste por não ter dado cabo do feiticeiro quando teve a chance, aproveitava a ocasião para passear a noite, escondido dos homens, afinal, era um belíssimo cavalo azul e não queria se tornar uma atração de circo.

Foi em um desses passeios que ele viu uma garota na beira do rio, ela era formosa como o mais belo jardim de flores. Sempre que podia ele se aproximava ao máximo  até que descobriu que ela era cega, desde então os dois passaram a conversar sempre que ele conseguia descer do castelo.

A dor tomava seu coração  ele estava apaixonado e ela parecia corresponder, em um noite ela o pediu que deixasse tocar seu rosto e ele fugiu, confuso e com medo de assusta-la.

Passaram vários dias até que ele não conseguisse mais ficar longe dela,  chegou devagar, ela ouviu seu passos, estava triste pelo cavalheiro de quem tanto gostava ter fugido a cavalo para não ser tocado por ela, se sentiu a pior das criaturas, mas ele voltou.  Ela acreditava que ele estava montado no cavalo e se assustou ao saber da verdade, um cavalo falando com ela só podia ser obra de um demônio,  sem pensar ela tentou fugir, mas, correu na direção errada e caiu no rio. Desesperado o príncipe pulou para salva-la, dizem que os dois se afogaram, o rio os levou para o mar e é por este motivo que suas águas tem essa linda cor azul com o gosto do sal de lágrimas de um amor impossível. Mas há que jure que ao receber o abraço de sua amada, o cavalo criou belas asas das cores do arco-iris e voltou com ela para o castelo onde o amor verdadeiro dos dois quebrou o feitiço maligno.

 

Anúncios

5 comentários em “Contos de Taverna – O Cavalo Azul

  1. Cristal disse:

    Que lindo!!! aiaiai… rsrsrs…

  2. Marlene Flores disse:

    Eduardo (Oafson), achei lindo.. você é cativante!

  3. Cristal disse:

    Ficou bom o final… De qualquer forma adorei…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s