Inferno!!!

Estou escrevendo um conto e quando assusto, descubro que o app do wordpress fez o favor de públicar o texto incompleto de forma misteriosa! Se alguém viu, espero que não tenham pensado que fiquei louco! Em breve o texto estará aqui, completo!

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Fim

Estranho o modo como as coisas acabam, simplesmente deixando de ser…realmente, nada é eterno, mas enquanto existe nutrimos uma esperança de que seja. Mas acaba…

Seria bom se houvessem motivos fortes, decisões heroicas, sacrifícios…mas a grande maioria das coisas da vida, inclusive ela, não tem roteiro, não segue a jornada do herói, não sobrevive aos enormes desafios como se espera que fizessem.

Seria maravilhoso se em dadas situações fôssemos como um Balboa, sofrendo e pedindo mais socos: “Bate! Bate!” Com a certeza de não ser derrubado, muito machucado, mas com postura de campeão, pronto para mais um direto e preparando o contra golpe.

Não é assim, não tem Eye of the Tiger, falta Glory of Love…é só o the end, sem tempo para reagir, sem forças para se reerguer, sem contagem regressiva para o continue…

Apenas o fim.

Sem ideia…

Vontade de escrever eu tenho, só me falta o motivo, o tema, uma inspiração genuína. Quando tal desastre acontece, a mim só resta encarar a folha (específicamente hoje, um editor de textos!), e tentar extrair algumas gotas do suco de ideias que está quase no fim…quem sabe consigo uma semente e dela brote uma enorme árvore de frutos brilhantes para que sejam feitos litros desta bebida?

De qualquer forma, não parece que vai acontecer agora, imediatismo atrapalha, é preciso paciência para uma boa colheita!

Abraços!

A Velha

Aquele era um dia qualquer, mais uma vez eu estava no ponto de ônibus, sozinho por ter extrapolado em alguns minutos o horário de sair da cama. Da mesma forma o transporte parecia ter dormido um pouco mais.Olhei o meu relógio, eram oito e vinte, a rua vazia à minha frente não combinava com o horário. Seria um feriado? Ou talvez meu relógio estivesse errado. Foi no momento em que este estranhamento me atingiu que senti sua presença.

Virei o pescoço e percebi a velha, seu rosto descarnado deixava perceptível o contorno dos ossos, os olhos fundos e estranhamente escuros me fitavam. Desviei o olhar realmente incomodado.

Voltei a olhar o relógio, oito e vinte…estava parado? Não…parecia funcionar, mas os segundos no mostrador digital passavam: cinquenta e um, cinquenta e dois, cinquenta e três…cinquenta e sete, cinquenta e um. 

O relógio não funcionava, mas não era só ele, o mundo ao meu redor parecia morto…morto…foi quando pensei na palavra que me dei conta…eu sabia quem era a velha.