Vida, Bandida Vida – A Estagiária – Parte III

Em casa, passaram a ser dele as dores de cabeça estratégicas no fim da noite, a esposa, até então companheira e boa ouvinte, não podia ajudar com aquela luta, uma verdadeira Batalha das Termópilas ocorria em seu interior. Deitado na cama ele queria aquela mão suave com unhas pintadas de vermelho, a cor do sangue das centenas de homens que um dia lutaram por Helena, mas só por não terem uma estagiária como aquela por quem lutar.
Já estava tomado pelo desejo, e para tal mal não haveria remédio a não ser a própria causadora da aflição, uma dose cavalar daquele tormento poderia ser a solução, uma sobrecarga daquela magia poderia quebrar de vez o encanto e colocar o herói de volta nos trilhos, por mais que negasse o chamado de aventura, era agora impelido à ele como única forma de restaurar sua paz intrínseca e costumaz.
O plano estava traçado, seus instintos caçadores adormecidos voltavam a ser necessários, a missão era simples, aproximação e abate. O próximo encontro seria decisivo para seu plano de ação, não seria mais o coelhinho acuado, tomaria ele as rédeas e levaria aquele drama a um desfecho.

No dia seguinte foi a mão dele a tocar o joelho dela, mas o arrepio e as respostas fisiológicas permaneceram enquanto ela sequer esboçou reação. Aquela amálgama de Vênus, Lakshmi e Hator em um corpinho de boneca Barbie parecia ser predadora em essência preparada para qualquer golpe que o cavaleiro em sua cruzada deflagrasse, mas aquele nunca se renderia e jamais retrocederia. O próximo passo da investida foi um convite para o almoço mas o velho Barros já tinha se adiantado, ficou para o próximo dia.

Mais uma noite de inquietação e falseada dor de cabeça, da esposa, cuidados e mimos que com o sucesso da engendrada operação voltariam a ser bem quistos e acolhidos. Na esperada data, o ensejado almoço, barba feita e colônia, camisa nova e bem passada, carecia de sex appel, mas a experiência do velho beligerante de algo valeu.

A casca de impassividade da sublime estagiária começava sua derrocada.

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